As mudanças climáticas já estão impactando a saúde pública no Brasil e favorecendo a expansão de doenças infecciosas, segundo estudo citado pela reportagem. O avanço de áreas com transmissão de dengue é um dos principais sinais desse cenário, com regiões do país passando a registrar risco maior ao longo dos últimos anos.
Especialistas ouvidos na matéria explicam que temperaturas mais altas, umidade e alterações no padrão das chuvas criam condições mais favoráveis para o mosquito transmissor e também para surtos após eventos extremos, como enchentes e secas. Nessas situações, aumentam os riscos de doenças associadas à água contaminada, à presença de roedores e a outros vetores.
A reportagem também destaca a expansão de outras infecções, como a febre do Oropouche, e chama atenção para a adaptação de fungos ao ambiente mais quente, o que pode dificultar o controle de casos em ambientes hospitalares e entre pessoas mais vulneráveis.
Para a saúde coletiva, o alerta é de que o enfrentamento das mudanças climáticas também passa por vigilância epidemiológica, prevenção territorial e fortalecimento dos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais expostas a extremos climáticos.


