Movimentos sociais, familiares e moradores se reuniram na Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, em um ato de memória e protesto após a Operação Contenção. A iniciativa buscou reforçar a solidariedade às famílias atingidas e defender políticas de paz nos territórios mais afetados por incursões policiais.
A programação começou com almoço comunitário e seguiu com caminhada pelas ruas do bairro, distribuição de cestas básicas e manifestações de coletivos que acompanham famílias impactadas pela violência de Estado. Também houve rodas de conversa, depoimentos e um espaço de recreação para crianças.
O ato incluiu apresentações de música, dança e poesia de artistas locais, além de expressões culturais como capoeira e jongo, em uma tentativa de unir luto, acolhimento e resistência comunitária. A carta de repúdio lida no evento reforçou o pedido por mais cuidado, educação e saúde para moradores de favelas.
A mobilização também chamou atenção para a necessidade de investigação, responsabilização e proteção de direitos em áreas historicamente marcadas pela violência. Para os organizadores, lembrar as vítimas é uma forma de evitar a repetição de tragédias e fortalecer a organização comunitária.

